Três convites: entre o tatame, o piano e o mercado financeiro
2026-08-26 14:04
Uma semana que expandiu o mapa do possível
Houve semanas em que o Instituto SECI apenas cumpriu sua rotina. É normal. Esta não foi uma delas. Entre sexta e domingo, alunas e alunos do SECI circularam por três ambientes que raramente fazem parte do imaginário de uma criança da periferia, um escritório de investimentos, um clube centenário da elite esportiva paulistana e um teatro histórico de São Paulo.
Em cada um desses lugares, a pergunta implícita era sempre a mesma: o que estamos fazendo aqui? A resposta que o SECI constrói, dia após dia, é que elas pertencem a qualquer lugar onde decidam chegar, e que oportunidades reais são o instrumento mais eficaz de transformação que existe.
Educação financeira em pé de igualdade
Na sexta-feira, alunos e alunas acima de 14 anos passaram o dia no Pátio Malzoni, recebidos pelo BTG Pactual para uma imersão em educação financeira. Seis profissionais do banco compartilharam suas trajetórias e conduziram uma dinâmica em grupos rotativos, encerrada com um momento aberto para dúvidas que os próprios alunos não hesitaram em aproveitar.
O que se viu ali não foi uma palestra, foi um espelho. Diante de profissionais que um dia também começaram sem saber exatamente onde chegariam, os adolescentes do SECI puderam se imaginar em trajetórias parecidas. Ocupar fisicamente aquele espaço, ainda que por um dia, é parte de um processo mais longo, o de entender que esse tipo de ambiente também pode ser seu destino.
No Tatame no Clube Pinheiros, 80 anos de judô e novas referências
No domingo, 33 alunas e alunos do No Tatame representaram o Instituto SECI na 15ª edição do Festival de Judô Prof. João Gonçalves Filho, realizado no Clube Pinheiros em celebração aos 80 anos da modalidade na instituição. Diante de equipes tradicionais do esporte, os competidores do SECI entraram no tatame com a mesma seriedade de quem sabe o valor do próprio esforço, e venceram.
A presença dos medalhistas olímpicos Rafael Silva e Larissa Pimenta na entrega das premiações deu à disputa um significado que ultrapassa o resultado esportivo. Mais do que medalhas, as crianças levaram consigo a certeza concreta de que histórias como a delas podem alcançar um pódio olímpico. O No Tatame é realizado via Lei de Incentivo ao Esporte, com o patrocínio do BTG Pactual, parceria que já se estende também à formação financeira dos alunos, evidenciando um investimento que vai além da quadra e alcança a formação integral de quem compete.
Um teatro, dois arquitetos e a cidade que se reconhece na cultura
O final de semana também incluiu uma visita cultural ao Theatro Cultura Artística, a convite da Petrobras, com direito a recital de piano do solista Aristo Sham. Antes do concerto, um arquiteto conduziu as crianças por uma explicação sobre a construção do teatro, erguido entre 1947 e 1950, e sobre o uso das cores da nossa bandeira e do vidro como recursos para integrar a cidade ao espaço, trazendo um pouco do Brasil para dentro daquela arquitetura.
O mesmo arquiteto responsável por aquela obra, Rino Levi, assinou também a reforma do Paço Municipal de Santo André, realizada em 1960. A coincidência não é apenas curiosa, é simbólica. A linha que liga o teatro paulistano à sede do SECI, em Santo André, mostra que cultura, cidade e pertencimento nunca estiveram tão próximas.
As crianças perguntaram, quiseram entender cada detalhe, e entre elas estava Alisson, aluno do SECI recém ingressado no Conservatório da Fundação das Artes, que estuda teclado e sempre teve interesse em piano.
Sobre assistir Aristo Sham de perto, Alisson resumiu o que a tarde representou para ele. Foi mais que um concerto, foi uma experiência. “Me senti inspirado a um dia estar no lugar do solista, dedicando-se ao estudo da música na teoria e na prática até alcançar aquele nível de performance”. É esse tipo de dedicação que o SECI reconhece e alimenta desde cedo.
O que essas três histórias têm em comum
Educação financeira, judô olímpico e música clássica parecem, à primeira vista, três universos sem relação entre si. Mas o fio que os conecta é exatamente o trabalho que o Instituto SECI realiza há mais de uma década, o de levar crianças e adolescentes a espaços que ainda não sabiam ser deles, e mostrar, na prática, que também são. Organizações como o BTG Pactual, ao patrocinar tanto a formação esportiva quanto a formação financeira dessas crianças, entendem que impacto social de verdade não se mede em ações isoladas, mas na soma de experiências que, juntas, mudam a trajetória de uma vida inteira. É esse tipo de investimento de longo prazo que o SECI constrói todos os dias, e é esse tipo de parceria que faz a diferença.