24 de janeiro e o que a educação significa por aqui
2026-01-21 11:00
Tem datas que passam despercebidas. E tem datas que param a gente no meio do caminho e pedem um minuto de atenção. O Dia Internacional da Educação, celebrado em 24 de janeiro, é uma dessas. Não porque seja feriado ou porque renda manchete fácil, mas porque toca no centro do que o SECI faz todos os dias.
O Educação em Movimento nasceu em 2020, no meio da pandemia. Naquela época, a urgência era outra: crianças fora da escola, famílias sobrecarregadas, aprendizado travado. A gente não tinha muita certeza do que viria pela frente, mas sabia que ficar parado não era opção.
Seis anos depois, o projeto que começou como resposta emergencial virou programa estruturado. De 200 crianças atendidas continuamente no início da parceria com a Petrobras, em 2022, chegamos a 600 participantes hoje. Crescimento que não aconteceu por acaso, veio de método, escuta e ajuste constante.
O que faz esse projeto diferente
Reforço escolar, por si só, não transforma. O que transforma é a combinação: acompanhamento individualizado, tecnologia como aliada, equipe multissetorial e alinhamento com a BNCC. Cada aluno tem dificuldades específicas. E cada dificuldade pede atenção específica.
As práticas pedagógicas que desenvolvemos na pandemia seguem sendo aprimoradas. Aquilo que nasceu da necessidade virou repertório. E esse repertório se adapta, porque criança muda, contexto muda, realidade muda.
No eixo esportivo, o destaque vai para o futebol educacional bilíngue, voltado especialmente para meninas. Não é só jogar bola. É aprender inglês em campo, desenvolver autonomia, trabalhar em equipe e construir vínculos que extrapolam a quadra.
Inclusão não é discurso, é vaga reservada
O Educação em Movimento reserva vagas para públicos prioritários: meninas, pessoas com deficiência, negros e pardos. A ideia é simples e direta: queremos reduzir desigualdades estruturais garantindo que quem mais precisa tenha acesso real.
Os números de 2026 mostram isso na prática. Das 451 novas matrículas realizadas no Instituto SECI, 333 são para o público feminino. E dessas, 60% vêm do Educação em Movimento.
O que o Gui sempre fala
Guilherme Ferreira, presidente do SECI, costuma repetir uma frase que resume bem a filosofia do projeto: “Educação vai além da sala de aula. Quando o aprendizado é conectado à vivência, ao movimento e ao território, o impacto é muito mais profundo e duradouro.”
Ele sabe do que está falando. Nascido e criado na periferia de São Paulo, teve a própria trajetória transformada pela conexão entre esporte e conhecimento. O Educação em Movimento é, de certa forma, a institucionalização dessa experiência pessoal.
Por que isso importa agora
O SECI atende hoje 1.400 jovens no total, entre Educação em Movimento, No Tatame e Solta o Som. Cada projeto conversa com o outro. A criança que faz reforço escolar pode estar no judô ou na banda. Essa integração não é acidente, é desenho.
Celebrar o Dia Internacional da Educação é lembrar que educação de qualidade precisa ser acessível, inclusiva e conectada à realidade dos alunos. A experiência do SECI mostra que investir em modelos educacionais integrados amplia oportunidades e transforma realidades.
O Educação em Movimento existe porque a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, acreditou que esse modelo fazia sentido. E faz.